SOZINHO
Por MARCOS INACIO CAVALCANTE | 28/01/2013 | PoesiasSOZINHO
Contemplo o meu silêncio sozinho;
Fito as negras nuvens que o cobre a alva lua;
Hum! Como esta quente o meu ninho;
Cerro os olhos e sinto a brisa de alma nua.
As bananeiras beijam-se lá fora;
Um choro de criança aquebranta à noite;
A cajazeira, o risco da estrela que foi embora;
E a música do rádio dói como açoite.
Fitando as negras nuvens abrem-se o infinito azul do céu;
As estrelas ao fundo parecem rir de mim;
A lua aparece e faz-me companhia e não estou ao léu;
Vaga-lumes imitam estrelas nesta noite sem fim.
E ilumina a festa lá no céu...