Presságio
Por MARCOS INACIO CAVALCANTE | 12/03/2009 | PoesiasPresságio
Você, um pressagio bom
Agora pouco o céu estava turvo
Mas ficou em mim a marca do batom
Se te vejo, eu me curvo
Se te como, tens sabor de bombom
Se te lembro rio e choro
Tua química, o desejo, nosso tom
Se estas triste, te levo onde moro
Se esta frio deito e rolo
Mais se for quente, mim derreto
Se chover, mim escorro no colo
Ai vira carnaval ou festa de Barreto.
Se ouço tua musica, eu flutuo
Se leio as cartas, te invento
Se vejo as fotos mim tatuo
Se existisses fostes como o vento
Na tempestade és qual o raio
Que se acende sem se perceber
Se sou folha, não resisto e caio
Na lama me encharco
Corro para o rio
Na enxurrada sou o barco
Sou de papel, sou vazio
Se no sonho não te encontro
Viro lesma, subo afio
E no fundo desse antro
Grudo em ti e desafio
No borralho me acento
Peço minha alforria
Sou o vinho e te esquento
Faço mil loucuras e só alegria.