O LÚDICO E A MATEMÁTICA DESPERTANDO O INTERESSE DO ALUNO

Por fabio dourado da silva | 12/03/2025 | Educação

ESCOLA SUPERIOR BATISTA DO AMAZONAS

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

FABIO DOURADO DA SILVA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O LÚDICO E A MATEMÁTICA

DESPERTANDO O INTERESSE DO ALUNO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MANAUS - AM

2019

FABIO DOURADO DA SILVA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O LÚDICO E A MATEMÁTICA

DESPERTANDO O INTERESSE DO ALUNO

 

 

 

 

 

Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciatura. Escola Superior Batista do Amazonas. Curso de Graduação em Matemática.

 

Orientador Professor ESPJelyson Silva de Lima

 

 

 

 

 

 

MANAUS - AM

2019

O LÚDICO E A MATEMÁTICA: DESPERTANDO O INTERESSE DO ALUNO

 

 

Fábio Dourado da Silva[1]

Jelyson Silva de Lima[2]

 

 

RESUMO

 

O presente artigo tem como objetivo a importância do lúdico no ensino da matemática para despertar o interesse do aluno em sala de aula com o uso de alguns jogos. Com isso, buscaram-se métodos de ensino que possam auxiliar nas aulas de matemática utilizando o lúdico, e o mesmo sendo adequado para certos conteúdos matemáticos, onde os alunos tenham facilidade de assimilar o ensino da matemática com mais facilidade. Diante disso, foi observado durante a pesquisa que a ludicidade é muito importante para o professor de matemática, pois a mesma facilita a compreensão dos educados no ensino de certos conteúdos. Nessa pesquisa, foi realizada uma consulta bibliográfica de cunho qualitativo com referencial em livros e artigos, que apresentam experiências no contexto de ensino de matemática com materiais lúdicos. Com a pesquisa realizada, foi esclarecido que esse método de ensino ajudará a melhorar o ensino de matemática, pois os conteúdos serão vistos de forma mais ampla, onde o aluno poderá visualizar a matemática através dos jogos matemáticos tornados as aulas mais atrativas e dinâmicas, podendo proporcionar uma boa relação entre professor aluno. Dessa forma, é fundamental a participação do professor como mediador entre o lúdico e a matemática.

 

PALAVRAS CHAVE: Jogos matemáticos. Brincadeiras. Lúdico.

 

ABSTRACT

 

This article aims at the importance of the playful in the teaching of mathematics to arouse the interest of the student in the classroom with the use of some games. Thus, we sought teaching methods that can assist in math classes using the playful, and the same being suitable for certain mathematical content, where students have ease to assimilate the teaching of mathematics more easily. Given this, it was observed during the research that playfulness is very important for the mathematics teacher, because it facilitates the understanding of the educated in the teaching of certain contents. In this research, a qualitative bibliographic consultation was conducted with reference in books and articles, which present experiences in the context of teaching mathematics with playful materials. With the research carried out, it was clarified that this teaching method will help to improve the teaching of mathematics, because the contents will be seen more broadly, where the student can view the mathematics through the mathematical games made the classes more attractive and dynamic. provide a good relationship between student teacher. Thus, the participation of the teacher as a mediator between play and mathematics is fundamental.

 

1.            INTRODUÇÃO

 

O interesse por essa temática é contextualizar o lúdico e a matemática para despertar o interesse do aluno onde irá contribuir para compreensão do conteúdo ministrado pelos seus professores. Ao mesmo tempo, em que o lúdico vai possibilita a compreensão dos alunos de maneira adequada no ensino aprendizagem da matemática de forma abstrata, dando mais clareza no ensino dos conteúdos aplicados.

Dessa forma, buscando por respostas sobre como tornar o ensino da matemática agradável tanto para os alunos quanto para os professores, é que enquanto alunos do Curso de Matemática, ao frequentarmos a disciplina de Estágio é que se percebe o uso de jogos bem como de atividades lúdicas, como recursos metodológicos, podem ser a saída para melhorar o processo de ensino e aprendizagem e tornar o trabalho educacional realizado pelo professor mais dinâmico e prazeroso.

O lúdico como ferramenta de ensino da matemática, aplicado principalmente em sala de aula, é algo a mais que o professor tem para que de maneira diferenciada, consiga atrair a atenção e poder assim despertar o interesse do aluno.

Sabe-se que o lúdico pode beneficiar de maneira significativa o desenvolvimento intelectual e potencial de cada criança, portanto de que maneira o educador pode e deve utilizar o lúdico nas diferentes situações dentro da sala durante suas aulas de matemática?

Desta forma, o objetivo desse artigo é analisar a importância do lúdico na matemática para despertar o interesse dos alunos, buscando-se ajudar bastante todos a compreender os assuntos ministrados, dando mais clareza aos conteúdos, por se tratar de uma disciplina que para muitos de difícil compreensão.

A metodologia que estruturaram este trabalho foi de cunho qualitativo com referencial em livros e artigos, que representa o lúdico na matemática para despertar o interesse dos alunos, fundamentada nas pesquisas já realizada em momentos anteriores pelos teóricos, buscando–se uma maneira de utilizar o lúdico como apoio no ensino da matemática.

O presente artigo será organizado em três subtítulos. No primeiro será “O lúdico nas aulas de matemática”. No segundo “A importância do lúdico e jogos na matemática”. No terceiro “A motivação do uso do lúdico no ensino da matemática”. Também sobre os autores que tratam do tema escolhido, discorrendo sobre as concepções teóricas sobre o lúdico, bem como a articulação da ludicidade com as práticas metodológicas de ensino.

 

2.            REFERENCIAL TEÓRICO

 

2.1         O lúdico nas aulas de matemática.

O lúdico na educação é de fundamental importância, porque proporciona uma aprendizagem interativa e prazerosa, pois através do mesmo a criança aprende brincando e com esse método pode se despertar o interesse pela matemática, assim já se diz sobre o lúdico.

 

O lúdico tem sua origem na palavra latina "ludus" que quer dizer "jogo”. Se achasse confinado a sua origem, o termo lúdico estaria se referindo apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo. O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. De modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolaram as demarcações do brincar espontâneo (FERREIRA; SILVA RESCHKE [s/d], p.3).

 

Observa-se na citação de Ferreira, que as atividades lúdicas são tão importantes quanto às outras atividades e devem ser atribuídas na aula como modo de avaliação, trazendo a interação entre si para o ensino da matemática de forma mais divertidas e não sendo uma matéria difícil como todos veem quando entram em sala para estudar, e desde criança já conhecem os números e assim vão perdendo o interesse.

Dantas, Rais, Juy (2012, p. 08) reforça que:

A criança já traz para a escola alguns “conceitos” numéricos que ela já estabelece singularidade, pois são usados em seu dia a dia, como por exemplo, o número da sua casa e que cabe a escola o papel de incentivar a criança para que ela se aproprie do sistema de numeração de forma prazerosa e satisfatória. A criança precisa ter noção de sequência numérica para poder utilizar.

 

Diante desse olhar, a pedagogia moderna vê o brincar como um conjunto de práticas, onde o conhecimento e os fatos são construídos e acumulados pelos sujeitos no ambiente em que estão inseridos facilitando dessa forma aprendizagem, quando o professor além de ensinar repassa valores essenciais para a vida do aluno, dando a ele uma nova visão de mundo.

De acordo com o pensamento de Santos (2001:37): “O comportamento lúdico não é um comportamento herdado, ele á adquirido pelas influências que recebemos no decorrer da evolução dos processos de desenvolvimento e aprendizagem”. E essa construção pode ser feita pelo professor em suas aulas, enxergando as atividades lúdicas como um componente importante para a vida dos seres humanos, em especial as crianças, proporcionando momentos de prazer, diversão e aprendizado.

Quando se trata de crianças, elas não conseguem ficar concentradas por muito tempo, são irrequietas e se não estiverem atraídas por algo que está sendo repassado durante as aulas, nem o professor nem os alunos conseguem desenvolver suas atividades.

 

Na escola “não dá tempo para brincar”, justificam os educadores. Por quê? Há evidentemente um programa de ensino a ser cumprido e, objetivos a serem atingidos, para cada faixa etária. Com isso, o jogo fica relegado ao pátio destinado a preencher intervalos de tempo entre aulas. Entretanto, o jogo pode e deve fazer parte das atividades e curriculares, sobretudo nos níveis pré-escolar e de 1º grau, e ter um tempo preestabelecido durante o planejamento, na sala de aula. (FRIEDMANN, 1996, p.15).

 

De fato, é que o tempo para brincar em sala não está nos planos de aulas, mas podem ser atribuídas nos métodos e ensinos da matemática para facilitar muito a aprendizagem com objetivo para a prática docente e ter aulas agradáveis com todos interessados nas atividades e todos envolvidos e aprendendo com os jogos.

 

A atividade lúdica se caracteriza por uma articulação muito frouxa entre o fim e os meios. Isso não quer dizer que as crianças não tendam a um objetivo quando jogam e que não executem certos meios para atingi-lo, mas é frequente que modifiquem seus objetivos durante o percurso para se adaptar a novos meios ou vice-versa [...], portanto, o jogo não é somente um meio de exploração, mas também de invenção (BRUNER, APUD BROUGÈRE, 1998, p.193).

 

Desta forma, no que diz respeito a atividades lúdicas para ensinar matemática em sala e usando todos os meios possíveis e que tenha a participação e interesse de todos não deixando ninguém de fora ate ser alcançado o objetivo de forma a ensinar e não por ser um passatempo e bem divertido.

Conforme Piaget citado por Wadsworth, (1984, p. 44),

 

O jogo lúdico é formado por um conjunto linguístico que funciona dentro de um contexto social; possui um sistema de regras e se constitui de um objeto simbólico que designa também um fenômeno. Portanto, permite ao educando a identificação de um sistema de regras que permite uma estrutura sequencial que especifica a sua moralidade.

 

Contudo os jogos lúdicos trazem esse contexto e todas as regras que devem ser seguidas e os alunos que aprendem mais reponsabilidade a seguirem regras e respeitarem o tempo dos jogos em sala e ter mais cooperação e interativa entre todos, como já se tem dito ao longo desse artigo cujos objetivos é despertar o interesse dos alunos em sala de aula.

Friedman (1996, p. 41) considera que:

 

Os jogos lúdicos permitem uma situação educativa cooperativa e interacional, ou seja, quando alguém está jogando está executando regras do jogo e ao mesmo tempo, desenvolvendo ações de cooperação e interação que estimulam a convivência em grupo.

 

De fato, os jogos em sala também fazem com que os alunos sejam mais disciplinados e que sigam e entendem regras que devem ser seguidos e com isso pode-se usar para ensiná-los outras disciplinas e dizer para os mesmo que devem seguir e respeitar e que todas são importantes e uma sempre depende das outras não importa a área a que vai atuar. Um dia vai lembrar na vida do que foi ensinado em sala de aula pelo professor.

No brincar a criança está sempre acima de sua idade média, acima de seu comportamento diário. Assim, na brincadeira de faz-de-conta, as crianças manifestam certas habilidades que não seriam esperadas para sua idade. Nesse sentido, a aprendizagem cria a zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a aprendizagem desperta vários processos internos de desenvolvimento. Deste ponto de vista, aprendizagem não é desenvolvimento; entretanto o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer (VYGOTSKY apud OLIVEIRA, 2002, p. 132).

Em se tratando de jogos em sala de aula ter como motivo divertido para aprender mais sobre a matéria, e um diferencial como já tem sido dito o longo desse artigo principalmente na disciplina de matemática que se sabe é difícil de compreensão por parte dos alunos em sala de aula.

 

Os jogos por serem instrumentos, quando orientados, lúdicos e prazerosos vêm realmente contribuir enquanto recurso utilizado pelo professor para o desenvolvimento de noções matemáticas na educação infantil, pois a criança aprende enquanto brinca e isto é fato presente durante qualquer infância. Com o jogo, o aluno além da interação com o colega, desenvolve a memória, a linguagem, a atenção, a percepção, a criatividade e a reflexão para a ação. (AZOLA, SANTOS, 2010, p.47).

 

Através do lúdico em sala de aula, sabe que o jogo tem grande influencias para os alunos e ajudam e muito em sala, orienta a todos no aprendizado obtenho melhores resultados e tornar a aula mais atrativa para eles que não gostam da matéria e passa a gostar e se desenvolvem em todos os sentidos.

Segundo Batista (2012, p. 23):

 

O professor precisa conhecer a bagagem de conhecimento prévio que cada criança traz consigo, e agir no sentido de ampliar suas noções matemáticas, ou seja, é necessário respeitar a criança na sua inteligência, no seu aprendizado construído, para que a aprendizagem seja significativa e prazerosa.

 

Por isso, Conhecer também os alunos ajuda muito nas atividades em sala e no ensino da matemática fazendo triagem e associar os jogos como auxilio. De certa forma o brincar em sala de aula é um diferencial como tem sido dito muitos vezes e o que reforça mais nesse tipo de aprendizagem.

 

O lúdico como método pedagógico prioriza a liberdade de expressão e criação. Por meio dessa ferramenta, a criança aprende de uma forma menos rígida, mais tranquila e prazerosa, possibilitando o alcance dos mais diversos níveis do desenvolvimento. Cabe assim, uma estimulação por parte do adulto/professor para a criação de ambiente que favoreça a propagação do desenvolvimento infantil, por intermédio da ludicidade (RIBEIRO 2013, p.1).

Acrescenta-se também, que a educação necessita de implantar uma pedagogia inovadora, haja vista que são inúmeras as dificuldades que as escolas têm em realizar um trabalho de qualidade e os desafios que os professores enfrentam, no dia a dia, para desempenharem suas atividades escolares, são enormes, já que eles na sua práxis tornam-se formadores de opiniões.

2.2         A importância do lúdico e jogos nas aulas de Matemática.

 

A importância do professor em usar o lúdico inserindo os jogos vai melhorar suas aulas onde a interação de todo e união na aprendizagem, tornando-as mais agradáveis sob o ponto de vista dos alunos, como se pode observar na afirmação de Fortuna:

 

Através dos jogos podemos descobrir a personalidade da criança, pois ela demonstra o que sente e que tipo de temperamento que possui: tímida, inquieta, agressiva, alegre, calma, temperamental, líder, egoísta, teimosa, intrometida, nervosa, etc. Podemos canalizar os temperamentos e modificar o comportamento das crianças enquanto são ainda pequenas, mais tarde podem surgir problemas de ordem psíquica difíceis de serem controlados. Por isso, a importância da recreação do mundo infantil. Elas aprendem aceitar os outros, controlar suas emoções, expandir seus sentimentos, criar novas situações e a conviver em grupos respeitando a individualidade de cada um. (FORTUNA 2002, p.21)

 

É fato, que todos devem ter interesse nas aulas de matemática e usando esse tipo de aprendizagem lúdica como ferramenta facilitadora da aprendizagem na educação para desenvolvimento e mais gosto nos conteúdos que estão sendo apresentados.

Segundo Vygotsky apud Rolim. (2008 p.177):

 

O brincar relaciona-se ainda com a aprendizagem. Brincar é aprender; na brincadeira, reside à base daquilo que, mais tarde, permitirá à criança aprendizagens mais elaboradas. O lúdico torna-se, assim, uma proposta educacional para o enfrentamento das dificuldades no processo ensino-aprendizagem.

 

Deste modo, o lúdico tem relação muito importante no que se diz a aprendizagem e a brincadeira, pode se levar a serio quando implementada na educação e o objetivo é despertar o interesse pela matemática para tornar mais fácil compreensão e dificuldades que encontram para assimilar o conteúdo.

Santos, F. T. O. (2015) ao investigar o lúdico e o brincar na educação infantil sinaliza que através do lúdico o aluno compreende o que está aprendendo, pois a aprendizagem passa a ser significativa. O educador que ensina conteúdos com jogos em sua sala de aula leva o aluno a ser sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas. Dessa maneira, o lúdico pode ser útil para estimular o desenvolvimento integral das crianças e os professores poderão adotar nas praticas com a utilização de conteúdos curriculares utilizando-se da metodologia com o lúdico.

Essa ideia adotada para uma aprendizagem mais significativa e que os alunos gostem das aulas em sala, tendo em vista que os jogos ajudem a despertar um interesse na matemática e que os tantos números fiquem mais fácil de manipular e serem não mais um absurdo de aprender.

Cintra (2014) em sua pesquisa sobre a ludicidade e prática docente na educação da criança: estado da arte conclui que as análises das dissertações do portal da CAPES asseguram que a ludicidade é relevante, que os professores afirmam a importância das atividades lúdicas, porém, observou-se a falta de capacitação para um melhor desenvolvimento do brinquedo e do jogo em algumas instituições de educação infantil.

De fato, o uso do lúdico para que em sala os alunos possam ter mais interesse nas atividades da escola e de mais dito no ensino da matemática, e sendo assim o uso de jogos matemáticos é tornar mais amplo a matéria e simples para aprender e passar para os outros de como é divertido e como o professor manipula muito bem o assunto.

 

O lúdico como método pedagógico prioriza a liberdade de expressão e criação. Por meio dessa ferramenta, a criança aprende de uma forma menos rígida, mais tranquila e prazerosa, possibilitando o alcance dos mais diversos níveis do desenvolvimento. Cabe assim, uma estimulação por parte do adulto/professor para a criação de ambiente que favoreça a propagação do desenvolvimento infantil, por intermédio da ludicidade (RIBEIRO 2013, p.1).

 

Com isso, o jogo despertar do interesse das crianças em sala de aula é importante para o seu desenvolvimento e interesse mais pela disciplina da matemática e gostar mais dos números, brincarem em sala faz com que isso se torne importante e com os jogos vai ser tão fácil sempre com ajuda do professor.

“O lúdico representa para a criança um meio de comunicação e prazer que ela domina ou exerce em razão de sua própria iniciativa” (SOUZA 2015, p.1).

Dessa forma, que o lúdico é um meio de comunicação para as crianças de forma divertida e prazerosa para dominar a disciplina que para muitos é considerada difícil e fazendo os jogos torna os criativos e dominam os números e já não acham mais tão estranhos e uma coisa que não vão mais gostar e sim interessar mais pela matemática.

Souza (2015, p.2), “explica que o lúdico é uma linguagem importante e expressiva que possibilita conhecimento de si, do outro, da cultura e do mundo, sendo um espaço genuíno de aprendizagens significativas”.

Desse modo, o lúdico como linguagem aos quais as crianças entendem e que com os jogos vão ser importantes a sua expressão e desenvolvimento e crescimento, mas é um uso na matemática que é a ideia desse artigo de despertar o interesse usando os jogos e possibilitar o conhecimento próprio.

Segundo Souza (2015, p.1)

 

Esclarece que o lúdico é importante porque contribui de forma significativa para o desenvolvimento do ser humano, auxiliando na aprendizagem, no desenvolvimento social, pessoal e cultural, facilitando no processo de socialização, comunicação, expressão e construção do pensamento.

 

O lúdico deve ser uma forma pratica de ensinar a matemática para tornar mais interessante e envolver os alunos em sala, atraindo também aqueles que não têm muito interesse pela disciplina, por acharem-na chata e de difícil compreensão. As dificuldades são claras quando se trata de aprender matemática e em sala de aula se torna menos ainda atrativa para eles por mais que o professor se esforce para ensinar.

“O lúdico não é o único instrumento para a melhoria do ensino-aprendizagem, mas é uma ponte que auxilia na melhoria dos resultados por parte dos professores interessados em proporcionar mudanças” (SOUZA 2015, p.2).

Conforme afirma Souza, trabalhar o lúdico em sala de aula pode ajudar no processo de socialização e também no processo de cooperação, promovendo o respeito mútuo entre os alunos de maneira que podem agir de forma que sejam eles mesmos a compartilharem suas experiências e por assim desenvolvendo.

 

O lúdico é tão importante para o desenvolvimento da criança, que merece atenção por parte de todos os educadores. Cada criança é um ser único, com anseios, experiências e dificuldades diferentes. Portanto nem sempre um método de ensino atinge a todos com a mesma eficácia. Para pode garantir o sucesso do processo ensino-aprendizagem o professor deve utilizar-se dos mais variados mecanismos de ensino, entre eles as atividades lúdicas. Tais atividades devem estimular o interesse, a criatividade, a interação, a capacidade de observar, experimentar, inventar e relacionar conteúdos e conceitos. O professor deve-se limitar apenas a sugerir, estimular e explicar, sem impor, a sua forma de agir, para que a criança aprenda descobrindo e compreendendo e não por simples imitação. O espaço para a realização das atividades deve ser um ambiente agradável, e que as crianças possam se sentirem descontraídas e confiantes (ALMEIDA 2014 p. 3).

 

Diante disso, é que as atividades lúdicas são importantes nas aulas para incentivar o aluno há ter interesse e focar mais no conteúdo ao qual está sendo ensinado naquele momento de descontração, não sendo assim somente uma brincadeira, mas levando a serio o que está acontecendo ali em sala que é aprender de forma mais interativa e todos juntos se comunicando.

 

Ao brincar, as crianças repetem, através de imitações, aquilo que já conhecem. Ativando sua memória, transformam os seus conhecimentos por meio da criação de uma situação imaginária nova. Na brincadeira, a criança amadurece algumas competências para a vida coletiva, através da interação e da utilização e experimento das regras e papéis sociais (SOUZA 2015, p.1).

 

Através das brincadeiras que se pode despertar o interesse dos alunos no ensino da matemática e com isso o crescimento dos seus conhecimentos e aprender jogando é a maneira mais prazerosa, segura e atualizada de ensinar e isso devem ser mais valorizadas, pelas escolas podendo ser usada no dia a dia das aulas, o professor deve somente ter cuidado ao fazer seu planejamento para não atrapalhar ou atrasar as aulas com seus devidos conteúdos, pois ele tem que seguir de acordo com o que está previsto no currículo escolar.

Segundo Rocha, Magalhães e Teixeira (2014, p. 11), “o ensino através de atividades lúdicas é de fundamental importância na formação dos alunos desde os anos iniciais da vida escolar, pois fazem parte da dinâmica humana”.

Desta forma, o ensino através de atividades lúdicas sempre vai ser importante em todas as formações dos alunos, pois deve ser levado para que em uso para ser ensinada a matemática para ser mais fácil a compreensão e o interesse sejam sempre continuo na vida escolar.

 

2.3         A motivação do uso do lúdico no ensino da matemática.

 

Ter essa motivação a mais em sala de aula para aprender matemática e gostar usando os jogos fazendo com que as atividades sejam mais prazerosas com a utilização dos materiais lúdicos como os jogos, por exemplo, para tornar a aprendizagem de forma agradável e eficaz, podem proporcionar uma mudança de comportamento do aluno, absolvendo e assimilando os novos conhecimentos de forma prazerosa ao mesmo tempo em que ele compartilha suas experiências interagindo com seus companheiros e ampliando sua socialização.

 

Dar uma aula eficaz deve ser o objetivo de todos os professores, todos os dias. Isso representa um desafio especial para o professor de matemática e um desafio a mais para o professor do ensino médio, em cujas classes há alunos não muito animados com o conteúdo. Os estudantes precisam de uma aula emocionante, que seja pensada com cuidado e elaborada adequadamente para cada turma. O inicio de uma aula, que não apenas dá o tom, mas também pode garantir que os alunos sejam receptivos ao conteúdo que virá, é um dos desafios mais desconcertantes, principalmente para os professores novos: como despertar o interesse dos alunos por aquela aula. (ALFRED S. POSAMENTIER e STEPHEN KRULIK 2014, p. 15).

 

Diante do exposto, é importante sempre frisar essa importância de trazer o interesse dos alunos na aula, pois muitos estão ali mesmo por uma obrigação que os pais querem que vá a escola para não ficar em casa sem fazer nada e ter um futuro melhor. Obter a aprendizagem no que se diz a seguir:

 

Por décadas, os professores têm procurado maneiras de fazer isso de forma eficaz. Geralmente, sem uma formula definitiva para a motivação, o melhor que eles podem fazer é começar a lição de maneira interessante e permitir que o seu entusiasmo genuíno seja transmitido durante a aula. Muitas vezes, isso é contagioso e funciona para motivar a turma. (O entusiasmo fingido ou exagerado, no entanto, é facilmente percebido pelos alunos e pode ter um efeito nocivo sobre a percepção deles acerca do professor.) O que é necessário é que os professores desenvolvam – ao longo do tempo – um arsenal de estratégias de motivação para iniciar as suas aulas de matemática. (ALFRED S. POSAMENTIER e STEPHEN KRULIK 2014, p. 15).

 

Acima de tudo, ter uma motivação nas aulas e ideias melhores para levar algo diferente para os alunos sempre que puder em sala de aula, mesmo tendo que seguir o cronograma da escola e isso se torna mais difícil nas aulas, mas tem que haver essa diferença em sala para motivar, para eles gostarem um pouco da aula ou o suficiente para ser satisfatório no aprendizado.

Segundo Alfred s. Posamentier e Stephen Krulik 2014, p. 16.

 

Motivar alunos é canalizar os seus interesses para o tema especifico a ser aprendido. Este livro irá examinar nove técnicas que podem ser aplicadas para motivar alunos de matemática do ensino médio. Para cada técnica, serão apresentados exemplos que ilustram a ampla variedade de aplicações que podem ser usadas diretamente em sala de aula, e, talvez o que seja mais importante, elucidaremos as técnicas para que o professor possa desenvolver outras aplicações. Orientar o professor no desenvolvi- mento de outros dispositivos motivacionais com base nas origens e nos interesses dos alunos proporciona uma habilidade que, com o tempo, irá se revelar um inestimável apoio ao ensino.

 

Dessa forma, o lúdico aplicado em sala de aula é uma técnica muito importante para passa o conteúdo a ser estudado, os jogos proporcionar uma motivação mais ampla para os alunos, um aprendizado e assimilação dos conteúdos e assim os resultados viram em sala com uma aula mais prazerosa mesmo com as dificuldades do dia a dia na escola e tem como sim atribuir mais esses tipos de ensino em sala.

 

Para muitos professores, motivar alunos para aprender matemática é a principal preocupação ao se prepararem para dar uma aula. Os alunos que passam a ser interessados e receptivos tornam o resto do processo de ensino mais fácil e muitíssimo mais eficaz. (ALFRED S. POSAMENTIER e STEPHEN KRULIK 2014, p. 16).

 

Defender essa forma de ensino, é levar para sala estratégia que ajude os educandos a compreender os assuntos a serem abordados, pois, sabe-se que nos dias atuais e ninguém mais tem tempo para brincar e não há mais como ausentar o lúdico do processo pedagógico, pois ele é o agente de um ambiente motivador e coerente que o professor pode usar hoje em dia para despertar o interesse dos alunos.

De fato, é que na escola, o uso do lúdico deve direcionarse para a satisfação dessas necessidades, que podem facilitar a motivação. Sun e Chen (2010) ressaltam que o professor como agente externo pode auxiliar o aprendiz a regular e manter sua motivação autodeterminada, considerando que nas fases iniciais de aprendizagem são necessárias as forças externas, tais como regras da escola e os reforços dados pelo professor.

A motivação para uso do lúdico nas aulas e manter sempre esse sentido e autonomia para que todos sejam beneficiados e entendam que desta forma as aulas vão está mais atrativas e importantes para o ensino da matemática e ser assim mais fáceis de entendimento entre todos, alunos e professores interagindo nas aulas e com propósitos e consciências.

 

A consciência dos nossos próprios processos cognitivos, a metacognição, é o que possibilita que iniciemos o seu controle e regulação. Na realidade, para ser estratégico, o professor tem que ser primeiro estudante autorregulado. Acredita-se que futuros professores precisem vivenciar a metacognição como um exercício, como uma possibilidade de autorreflexão acerca de suas próprias facilidades e dificuldades de aprender a aprender e ensinar para aprender a aprender (BORUCHOVITCH, 2014, p. 406).

 

Contudo, ter a consciência de que o uso do lúdico nas aulas de matemática é sim uma motivação para ao qual se deve usar para despertar o interesse, pois dessa maneira possa pensar e refletir que aprender é fundamental, sendo assim os alunos como ser humano precisa desses entusiasmos com uso dos jogos para aprender mais os conteúdos ensinados.

Concordamos com Andersen (2011, p. 12), “quando aponta que, esse ser humano é primordialmente emocional e precisa ser entusiasmado para aprender. Não é uma simples máquina a ser programada. E esse entusiasmo precisa ser resultado de uma relação afetiva e determinada”.

No que se diz respeito a motivação para usar o lúdico no ensino da matemática é da esse entusiasmo nas aulas e para tornar mais claras e com objetivo de tornar o ensino de mais fácil compreensão e prazerosa, onde os alunos vejam a matemática difícil com o lúdico vai tornar mais fácil e esse é o objetivo no uso do lúdico para despertar o interesse dos alunos nas aulas.

 

3.            CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Neste artigo, buscou–se uma metodologia para melhorar a didática dos conteúdos de matemática, de forma que os alunos compreendam o ensinamento com mais produtividade e dinâmica. Por isso apresentou-se o lúdico para despertar o interesse dos alunos no ensino–aprendizagem de matemática. Nota–se que o conhecimento matemático se constrói por meio das atividades cotidiana e com o lúdico, sob o direcionamento do professor, propiciando aos alunos a interpretar a matemática de forma visual e construindo assim, uma aprendizagem mais pratica em sala de aula.

Observou-se a importância da utilização do lúdico no ensino aprendizagem de matemática em todos os ensinos fundamental, médio e até superior, na pesquisa foi abordado varias citações de teóricos que pesquisaram a respeito do lúdico no ensino da matemática, dando relevância no ensina da mesma, com material didático que o aluno possam identifica as relações matemática no objeto de ensino.

Nesse sentido, o trabalho com o lúdico torna a metodologia mais adequada para o ensino-aprendizagem da matemática, facilitando o método de ensino do professor no aspecto de conciliar a teoria com a prática. Por isso, a importância desse método de ensino utilizando o lúdico, para compreensão dos educandos nas aulas de matemática.

Acredita–se, com base no que foi citado neste artigo, que o lúdico propicia-a um ambiente favorável na compreensão da aprendizagem matemática, pois despertará a curiosidade dos alunos nos conteúdos ministrados. Buscando–se aulas mais dinâmicas onde os educandos sintam-se, motivados a aprender matemática, com isso, os mesmo possam relacionar os conceitos matemáticos.

Além disso, é muito difícil compreender conceitos de matemática de forma teórica, ou seja, abstrata, contudo com bons jogos lúdicos será muito importante nesse aspecto que favoreça o desenvolvimento da percepção dos alunos de acordo com a necessidade dos professores nas relações matemáticas.

Pode-se perceber a importância do lúdico no desenvolvimento do raciocínio lógico dos alunos, referente à interpretação matemática. Com isso, o professor buscará fundamentar de acordo com as suas necessidades essa didática no contexto de sala de aula, sabendo que está metodologia ajudará no entendimento dos conteúdos e também no relacionamento entre alunos, na interpretação dos conteúdos por se tratar de aulas dinâmicas.

Os objetivos proposto nesse trabalho foram satisfatório, pois se observou a importância da matemática de ser ensinada com o lúdico para despertar o interesse dos alunos, dando mais clareza na didática dos docentes de matemática. Com isso, todas as respostas inseridas foram concluídas com satisfação, além disso, foram encontrados vários autores que buscam o mesmo objetivo de mostrar à necessidade de deixa a matemática mais prazerosa para os educandos.

Portando, a educação matemática deverá ser pensada com carinho, buscando–se novos recursos que ajudem os alunos a compreender e entender a matemática. Assim, pode-se pensar no lúdico, como uma boa proposta de ensino para futuros professores de matemática, onde auxiliará bastante o professor no ensinamento dos conteúdos de matemática, de forma que os educandos entendam os conteúdos de maneira clara e objetiva.

 

4.            REFERENCIAS

 

ALFRED S. POSAMENTIER; STEPHEN KRULIK. A arte de motivar os estudantes do ensino médio para a matemática. 2014, p. 15 e 16.

ALMEIDA, Aline Marques da Silva.  A importância do lúdico para o desenvolvimento da criança, 13 de Outubro de 2014.

ANDERSEN, Roberto.Afetividade na educação: psicopedagogia. 2. Ed. São Paulo: AllPrint Editora, 2011.

AZOLA, Larisse de Fátima Lopes; SANTOS, Naira Cristina Gonçalves. Jogos na Educação Infantil. 2010. 50f. Universidade Federal de Alfenas, Minas Gerais.

BALISARDO, Isabel; ANASTACIO HARO, Isabelly; FRANCISCO, Marcos Vinicius. O processo de construção histórica da motivação nas aulas de educação física. ColloquiumHumanarum, Presidente Prudente, v. 10, n. 2, p.79-89, jul./dez. 2013.

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[1]Finalista do curso de Licenciatura Plena em Matemática da Escola Superior Batista do Amazonas - ESBAM

[2]Professor Orientador, Especialista em Educação Matemática pela Escola Superior Batista do Amazonas – ESBAM, graduado em Matemática pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. E-mail jelysonsilva@hotmail.com.

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