AS LEIS ETERNAS. IMUTÁVEIS, JUSTAS E UNIVERSAIS
Por JOAQUIM RODRIGUES DA SILVEIRA | 10/03/2025 | CrescimentoAS LEIS ETERNAS, IMUTÁVEIS, JUSTAS E UNIVERSAIS PARA QUALQUER ÉPOCA
Por Joaquim “Avraham” R. Silveira
LEI FIXA Nº 1 - TUDO EMANA DE UMA SÓ REALIDADE EXISTENTE E INEXISTENTE AO MESMO TEMPO
O Ser Absoluto que contém o Ser Relativo percebe a si mesmo na Consciência como sendo o terceiro véu da existência inexistente. A essa Trindade, os antigos cabalistas e judeus chamaram de Ain Soph Aur — Luz Nada Absoluta, Adonai, Elohim, Eu Sou, Hashem, Jeovah, Javeh etc.; os religiosos o chamam de Deus — o Pai, o Eterno etc. Alan Kardec, codificador do espiritismo, que estudou os fenômenos sobrenaturais do ponto de vista científico, chamou de Fluído Cósmico Universal e a ciência moderna o denomina de Vácuo Quântico. Pode ter outros nomes, mas é sempre um só: “Shema Israel: Adonai Elohenu, Adonai Echad — Ouve aqueles que estão diretos a Deus: o Eterno é nosso Deus, o Eterno é um”. Portanto, a Trindade é um só. Não há nenhum movimento na Trindade.
· Eu o chamo de Halo Divino — uma extensão de Deus, se não for Ele próprio, pois não há nada mais poderoso do que isso.
Esta reflexão aborda conceitos profundamente metafísicos e espirituais, envolvendo ideias de absoluto, relativo e a consciência como uma trindade universal nos mundos. Vamos explorar essas ideias de forma mais estruturada:
1. O Ser Absoluto: O ser absoluto é entendido como a essência fundamental, imutável e eterna que transcende todas as coisas, mesmo antes da criação a partir da ausência. Ele é o fundamento da existência, muitas vezes identificado com Deus, a fonte universal ou o "Um" nas tradições neoplatônicas. No Vedanta, por exemplo, o Ser absoluto seria Brahman — a realidade suprema, além de todas as dualidades e fenômenos.
2. O Ser Relativo: O ser relativo refere-se à existência condicionada e limitada, marcada pelas dualidades (como vida e morte, bem e mal). Ele é o "eu" no mundo manifestado, sujeito às leis do tempo, espaço e causalidade. O ser relativo encontra-se em constante mudança e é percebido através dos fenômenos — a realidade como experimentada pelos sentidos.
3. A Consciência: A ideia de trindade pode sugerir que a consciência atua como um elo entre o absoluto e o relativo:
a. Consciência Suprema (Absoluta):** A fonte universal, transcendente, e não-dual da qual tudo emana.
b. Consciência Individual: A percepção de si mesmo enquanto "eu" (o relativo), que experimenta a vida em sua singularidade.
c. Consciência Cósmica: O estado de interconexão entre o individual e o universal, onde o relativo começa a perceber sua unidade com o absoluto.
4. Nos Mundos Manifestados: A consciência, como força mediadora, "derrama-se" ou expressa-se nos mundos materiais, espirituais e metafísicos. Essa interação pode ser vista como:
a. Criação: A manifestação do absoluto no relativo.
b. Sustentação: A interconexão e harmonia nos mundos.
c. Retorno: O caminho de volta da consciência individual ao absoluto, buscando unidade.
Essa reflexão faz eco em várias tradições espirituais, como o Vedanta, o misticismo cristão (trindade divina), e o sufismo.
LEI FIXA Nº 2 - A EMANAÇÃO É ENERGIA, INFORMAÇÃO E MOVIMENTO
A mente é uma extensão do Ser trino que deseja se perceber em absolutamente todas as realidades possíveis. Antes da mente, não poderia haver tempo, espaço e movimento, pois não havia o pensamento, mas apenas uma criação espontânea, um desejo que nasce a partir do momento que o Ser quis ver a si mesmo — o Desejo de Receber, a única coisa genuinamente criada. Portanto, absolutamente tudo é possível. A Consciência de(o) Ser é onipresente, o que significa que está em absolutamente tudo que existe ou não existe ainda. Se está em absolutamente tudo, também é onisciente, pois sabe de absolutamente tudo. Disso decorre que mesmo ainda não tendo nenhuma forma, é onipotente, pois pode assumir qualquer uma delas para manter a sua integridade e existir em todas as formas e por isso garante a estabilidade do átomo.
O desejo de receber passa por diversos estágios até o momento que a consciência lhe mostra definitivamente que ele é uma outra realidade que não o Ser. Nesse momento, ele rompe com o seu Criador — ele se choca com o Criador. Este pode ter sido o momento do Big Bang que a ciência relata, ocorrido a cerca de 13,8 bilhões de anos atras e, por decorrência dessa expansão, uma abundância de elementos primordiais como hidrogênio e hélio começaram a se formar.
A consciência incipiente que está no desejo de receber faz com desça abaixo da barreira que separa os mundos. Um lugar é criado, mas já não é uma criação genuína, pois existe algo que preenche esse lugar. O desejo de receber somente agora é uma criatura completa e percebe que pode realizar um círculo ao redor de onde ele acha que ocupa. Círculos e mais círculos até completar seis e isso parece uma “flor completa”. Isso equivale aos seis dias da criação que os cabalistas escreveram. Mas uma “dose” de consciência e a criatura percebe que, além dos círculos, existem formas geométricas com largura, altura e profundidade. Percebe ainda que algo preenche essas formas com luz.
O REINO INANIMADO DO UNIVERSO
Esse algo que preenche com luz mantém o seu nível de suprimento com intensidade 4 (quatro), mas a criatura que a pouco saiu do Criador ainda percebe a luz no nível 1 (um) e disso nasce o desejo do nível inanimado e, automaticamente, a doação de luz para a formação de estrelas e galáxias (13 bilhões de anos atrás) — as primeiras estrelas se formaram, sintetizando elementos mais pesados por meio da fusão nuclear e galáxias, como a Via Láctea, surgiram a partir de aglomerados de estrelas e gases; a formação do Sistema Solar deu-se a cerca de 4,6 bilhões de anos atrás; uma nebulosa de gás e poeira colapsou devido à gravidade, formando o Sol no centro; planetas, incluindo a Terra, se formaram a partir dos discos de poeira ao redor do Sol; a Terra primitiva formou-se a cerca de 4,6 a 4 bilhões de anos atrás; era um planeta jovem e em formação, caracterizado por intensa atividade vulcânica e bombardeamento de meteoritos. O núcleo da Terra se formou, e a diferenciação dos materiais criou camadas (núcleo, manto e crosta). A origem da Lua deu-se a cerca de 4,5 bilhões de anos atrás; acredita-se que a Lua tenha se formado após um impacto entre a Terra e um corpo do tamanho de Marte chamado Theia.
Tudo isso ocorre de acordo com o nível do desejo de receber. Ainda mais: a atmosfera e oceanos primitivos vieram à tona a aproximadamente entre 4 a 3,8 bilhões de anos atrás, decorrente da liberação de gases pelos vulcões. O resfriamento da superfície da Terra permitiu a formação de oceanos a partir do vapor d'água condensado.
A VIDA VEGETATIVA E ANIMADA NA TERRA
O desejo de receber na criatura recebe mais consciência e chega ao desejo pela vida. A luz continua suprindo o desejo, agora do nível 2, depois o nível 3 e, finalmente o nível 4. Todos os eventos anteriores definiram o palco para as eras geológicas e para o surgimento da vida. Essas eras são divisões de tempo na escala geológica que ajudam a compreender a história da Terra, desde sua formação até os dias atuais. Aqui estão as principais eras, em ordem cronológica:
1. Pré-Cambriano (4,6 bilhões a 541 milhões de anos atrás): - É a fase mais longa da história da Terra. Engloba a formação do planeta, o surgimento dos oceanos e da atmosfera primitiva. Os primeiros organismos unicelulares apareceram neste período. É vida!
2. Paleozoica (541 a 252 milhões de anos atrás): Inclui seis períodos: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano. Caracteriza-se pelo surgimento de vida complexa, como peixes, insetos e plantas terrestres. No final desta era, ocorreu a maior extinção em massa já registrada.
3. Mesozoica (252 a 66 milhões de anos atrás): Dividida em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo. Conhecida como a "era dos dinossauros", também viu o surgimento de mamíferos e aves. Terminou com a extinção dos dinossauros, possivelmente causada por um asteroide.
4. Cenozoica (66 milhões de anos atrás até o presente): Inclui dois períodos: Terciário e Quaternário. Marcada pela diversificação dos mamíferos e pelo surgimento do ser humano. Estamos atualmente no período Quaternário, na época chamada Holoceno.
LEI FIXA Nº 3 - É PELA LUZ-COSCIÊNCIA QUE O SER SE CONTEMPLA
Essas eras destacam eventos fundamentais que moldaram nosso planeta e a evolução da vida. A Consciência continua suprindo tudo, existindo em tudo e se observando em tudo. Se algo é pensado na mente, dependendo da consistência, a coisa pensada, algo, alguém, alguma coisa, lugar, circunstância, situação, fato, acontecimento etc., há que vir a existência. Por isso, é importante compreender o processo do pensamento em quatro fases distintas:
1. Ideação: quando a mente percebe algo que está faltando — necessidade presente, ou que pode faltar — carência futura ou um desejo ou vontade não satisfeito, o cérebro começa a buscar em experiências, crenças e memórias, uma forma de suprir essa falta. Esse movimento produz flutuação no vácuo.
2. Sensação: se a mente sustenta a probabilidade de ocorrência do objeto idealizado, nasce na mente um processo de emotização sobre aquele novo estado que suprirá a falta. Caso contrário a ideação perde a força de realização iniciada. Enquanto a emoção é uma resposta psicológica e fisiológica que ocorre quando uma pessoa reage a um estímulo ou evento — incluem alegria, tristeza, raiva, medo e amor e está profundamente ligada à biologia humana, sendo mediada por processos cerebrais e hormonais, a emotização não é um conceito biológico ou psicológico "tradicional", mas geralmente se refere ao processo de transformar algo ou torná-lo emocional. Pode ser usado para descrever uma tendência de trazer mais emoção para situações, discursos ou comportamentos, às vezes de maneira exagerada ou estratégica. Emoção é um estado interno ou resposta natural a estímulos, enquanto emotização é o ato de "carregar" ou "atribuir" emoção a algo, seja de forma espontânea ou intencional.
3. Emoção: dependendo do nível da emotização, o objeto idealizado é transferido para o centro dos desejos — o coração. O processo do pensamento está completo, pois dois — cérebro e coração concordaram sobre o objeto idealizado emotizado na mente alcançou a emoção e o sentimento no coração.
LEI FIXA Nº 4 - A CONSCIÊNCIA É COMPLETA E ESTÁ EM TUDO
Esse conceito pode ser explorado a partir de várias tradições filosóficas. Aqui estão algumas perspectivas relevantes:
1. Panteísmo e Monismo: Filósofos como Espinosa defenderam a ideia de que Deus e a natureza são uma única e mesma substância. Nesse contexto, a consciência ou essência divina estaria presente em todas as coisas. O monismo metafísico também sugere que toda a realidade é derivada de uma única substância ou princípio fundamental, seja ela material ou espiritual.
2. Idealismo Filosófico: O idealismo, especialmente em correntes como as de Berkeley ou Hegel, propõe que a realidade é, em última análise, de natureza mental ou espiritual. Para Hegel, por exemplo, a consciência universal (ou Geist) é o fundamento de tudo que existe. Nesse cenário, a consciência seria a base da existência e permearia tudo.
3. Fenomenologia e Existencialismo: Filósofos como Husserl e Merleau-Ponty investigaram a consciência enquanto experiência subjetiva. Embora não afirmem que "a consciência está em tudo," suas ideias sobre a interconexão do sujeito com o mundo tangenciam essa visão. Para Heidegger, a noção de "ser-no-mundo" implica que o ser humano é inseparável de sua relação com o mundo.
4. Filosofia Oriental: No contexto oriental, particularmente em tradições como o Advaita Vedanta (filosofia hindu) e o budismo Mahayana, existe a crença de que a consciência (ou Brahman no Vedanta) é a essência universal presente em todas as coisas. No budismo, conceitos como a interdependência (pratītyasamutpāda) sugerem que todos os fenômenos estão interconectados.
5. Panpsiquismo: Na filosofia contemporânea, o panpsiquismo é uma teoria que considera que a consciência é um atributo fundamental da matéria. Assim, mesmo partículas subatômicas poderiam possuir um tipo rudimentar de consciência.
LEI FIXA Nº 5 - UMA NECESSIDADE, CARÊNCIA, DESEJO OU VONTADE NEGA A COMPLETUDE DA CONSCIÊNCIA
A ideia de que necessidade, carência, desejo ou vontade possam negar a completude da consciência é discutida em várias tradições filosóficas, pois toca na relação entre a consciência e o "eu" que experimenta o mundo.
UMA ANÁLISE FILOSÓFICA
Para Arthur Schopenhauer, a "vontade" é uma força cega e irracional que move os seres humanos e o universo. Essa vontade incessante gera desejo e sofrimento, impedindo que se alcance uma "completude" ou estado de paz. No budismo, o desejo (tanha) é visto como a raiz do sofrimento e da insatisfação (dukkha). A prática espiritual, nesse contexto, busca transcender os desejos e apegos para acessar um estado de consciência plena e iluminada. No idealismo, especialmente em Hegel, a consciência pode ser vista como buscando sua própria plenitude através do processo dialético, superando limitações e contradições. Na fenomenologia, filósofos como Heidegger abordam a consciência em relação à finitude e às limitações humanas. A experiência de necessidade ou desejo pode ser parte da condição de ser-no-mundo, mas isso não necessariamente nega a completude – pode, ao contrário, revelá-la por meio da experiência.
Algumas tradições espirituais, como o Advaita Vedanta, postulam que a consciência universal (Brahman) é inerentemente completa. A sensação de carência ou necessidade seria uma ilusão criada pelo ego ou pela mente individualizada. A afirmação pode ser vista como um convite a explorar a natureza da consciência e os desafios que a limitam. A "completude" pode ser entendida como uma experiência além do ego, onde as necessidades e desejos são transcendidos. Se um ser completa o processo do pensamento, ele está mostrando para a consciência uma falta e isso emana do vácuo quântico, energia e informação com as características do objeto que supre a falta, sob pena de contraria a lei fixa em questão.
LEI FIXA Nº 6 - O DESEJO DE RECEBER DEVE CUMPRIR O PLANO MESTRE DA CRIAÇÃO
O desejo de receber recebe toda a consciência a partir da chamada Coroa da Criação, num estado de Sabedoria, ameaça se quebrar e transfere a recepção para um estado chamado de Compreensão no qual o desejo de receber percebe também algo como o “desejo de suprir” — a doação. Há uma aparente confusão e o desejo de receber se quebra e passa a perceber a luz em seis amplitudes diferentes — algo como severidade, misericórdia, beleza, glória, vitória, fundação e, finalmente, quando o desejo decide receber tudo por conta própria, ele se quebra no reino. Como se percebe, esse movimento não existia no Ser — esse movimento só nasce quando já não é uma coisa só, ainda que seja a Trindade. Estes são as fases da criação de tudo que existe ou venha a existir: emanação — energia e informação; criação — a partir da existência; formação — preparo; e, manifestação — até a materialização abaixo da barreira. O mundo da manifestação ainda é espiritual, mas abaixo da barreira são os reinos materializados que estão de acordo com a evolução do desejo de receber até a criatura. Absolutamente tudo vem à materialização nos reinos através deste caminho consciencial e, por isso, o processo do pensamento.
Antes de se conscientizar desse plano divino, é natural que cada ser humano se esforce sem poder transformar os reinos, pois ele estará agindo apenas com a sua força física e intelectual para receber as coisas a seu modo egoísta. Mas quando invertemos o desejo de receber que se transmuta do estado de “receber para si mesmo” para “receber para cumprir o plano mestre da criação, a consciência se expande nele e a mente se aproxima da contemplação de si mesmo como Ser e então, ele começará a trabalhar nos mundos; e isso é poder, porque o “meu cálice transborda nos mundos” e se “derrama nos reinos”.
Essa expressão parece poética e simbólica, carregada de uma profunda riqueza espiritual e filosófica. Ela pode ser interpretada como a ideia de abundância e plenitude que não se limita a um único espaço ou esfera, mas se expande e alcança dimensões maiores.
1. "Meu cálice transborda nos mundos": Essa metáfora representa algo interno — talvez a alma, o espírito ou a consciência. O transbordar indica uma energia ou bênção tão plena que vai além da própria capacidade, espalhando-se para "os mundos", que podem ser entendidos como dimensões de existência, sejam elas físicas, espirituais ou metafísicas.
2. “E se derrama nos reinos": Isso sugere que essa plenitude não apenas transborda, mas é compartilhada e toca diferentes "reinos" — que podem simbolizar aspectos da vida, níveis de consciência ou até planos divinos. É um movimento ativo de doação, onde o que é abundante se transforma em algo que beneficia o todo.
Essa frase pode ter um significado profundamente espiritual, talvez ligado à ideia de que quanto mais nos conectamos com uma fonte divina ou interior, mais irradiamos essa energia ao nosso redor.
LEI FIXA Nº 7 - NADA PODE SER CRIADO, MAS APENAS TRANSFORMADO
Essa afirmação reflete o princípio da conservação da energia e da matéria, amplamente aceito tanto na ciência quanto em abordagens filosóficas. Vamos explorar isso:
1. Na ciência (Lei da Conservação): A famosa lei da conservação da matéria e da energia afirma que nada no universo pode ser criado ou destruído, apenas transformado. Isso está presente:
a. Na física: A energia pode mudar de forma (como de cinética para térmica), mas a quantidade total permanece constante.
b. Na química: Durante uma reação química, os átomos não desaparecem; eles apenas se reorganizam em novas substâncias.
2. Na filosofia (Transformação Universal): Filosofias como o materialismo dialético — influenciado por Hegel e Marx sugerem que a mudança é um processo contínuo de transformação, em que elementos existentes se rearranjam para dar origem ao "novo”. Tradições como o hinduísmo e o budismo veem a criação como um ciclo constante de transformação, em que nada é criado "do nada," mas sim reaproveitado no eterno fluxo da existência.
3. Na perspectiva cósmica: Desde o Big Bang, a matéria e energia no universo estão em constante transformação — estrelas nascem e morrem, gerando novos elementos e formando planetas e vida.
A consciência em cada um de nós humanos pode transformar, tanto o nosso mundo interior quanto o exterior, e essa ideia é amplamente explorada na espiritualidade, filosofia e até na psicologia. Vamos aprofundar em como isso é possível:
1. Transformação Interior: A consciência nos permite refletir, questionar e crescer. Quando a consciência se expande em nós podemos transformar os nossos pensamentos, emoções e padrões. A meditação é uma prática que ajuda a expandir a consciência, promovendo calma, clareza e autotransformação. Psicologicamente, a consciência de nossas crenças limitantes nos permite substituí-las por crenças fortalecedoras.
2. Transformação do Mundo ao Nosso Redor: Nossa consciência influencia diretamente nossas ações. Quando agimos com intenções conscientes e alinhadas, podemos transformar nosso ambiente e nossas relações. Movimentos sociais ou ações coletivas começam com um despertar da consciência coletiva sobre questões como justiça social ou sustentabilidade.
3. Conexão com o Universal: Algumas tradições espirituais sugerem que a consciência humana está conectada à consciência universal, e que transformações internas podem ressoar em um nível mais amplo, influenciando o "todo". O conceito de "observador" na física quântica, por exemplo, sugere que o ato de observar (e a consciência) pode influenciar a realidade em nível subatômico.
4. Alinhamento com o Propósito: A expansão da consciência também pode transformar a forma como percebemos nosso papel no universo, ajudando-nos a encontrar propósito e significado.
O EGO E A MENTE
Essa questão é fascinante e leva a uma reflexão sobre a relação entre a mente e o ego. A resposta depende da perspectiva que você escolhe — psicológica, espiritual ou filosófica —, mas vamos analisar as possibilidades:
1. A Mente Cria o Ego: Na psicologia, o ego é frequentemente entendido como um produto da mente. A mente cria o ego como uma estrutura psíquica para ajudar a organizar experiências e proteger a identidade do indivíduo em um mundo complexo. Freud descreve o ego como parte do aparelho mental que media os impulsos do id e as demandas do superego, agindo no mundo real. Espiritualmente, o ego é visto como um subproduto da mente. Ele emerge como uma construção mental que nos faz identificar com pensamentos, crenças e emoções, criando uma sensação de separação entre "eu" e "outro."
2. O Ego Cria a Mente: Outra perspectiva, especialmente encontrada em tradições espirituais e filosóficas, sugere que o ego modela a mente para servir a seus propósitos. A mente, nesse contexto, torna-se um instrumento para afirmar o senso de "eu". Assim, o ego pode condicionar a mente a reforçar padrões de pensamento que sustentam a identidade pessoal, como crenças limitantes, desejos e apegos. Nesse caso, o ego seria como uma lente que molda a forma como a mente interpreta e reage ao mundo.
3. Cocriação e Interdependência: Existe também a visão de que a mente e o ego estão em uma relação interdependente, se formando e se reforçando mutuamente. A mente, ao processar experiências, constrói o ego como um "eu central" para interpretar essas experiências. Mas, ao mesmo tempo, o ego influencia a mente, moldando sua percepção e julgamento.
4. A Dissolução do Ego e a Mente Livre: Muitas tradições espirituais, como o budismo e o Advaita Vedanta, argumentam que, ao transcender o ego, a mente se liberta de seus condicionamentos. Nesse estado, a mente torna-se um reflexo puro da consciência, sem os limites criados pelo ego.
Em essência, a relação entre mente e ego pode ser vista como um ciclo de criação mútua, dependendo do ângulo escolhido. Concluindo, você pode transformar a sua saúde, suprimento, ocupação e relacionamentos através da expansão da consciência em si, pois isso significa a mesma luz que clarificou a expressão da criação a partir da existência — transformar o que já existe, se você compreender o plano mestre da criação e as leis fixas que emanam, criam, formam as realidades a partir da existência. O processo do pensamento alinha mente e coração e isso faz com que a consciência atinja aquilo que foi alinhado e, por consequência, emana de si mesmo a energia, informação e os movimentos necessários e suficiente para transformar aquela situação presente que não se deseja mais por uma nova realidade transformada.