Como é fácil adoecer emocionalmente hoje em dia, não é mesmo!? Assim como não é nada complicado fazer os outros adoecerem em ambientes permissivos de insalubridade comportamental. E a “doença” ocorre porque deixamos de prestar atenção nos contextos, nas perspectivas amplas e diferenciadas que temos de fazer as coisas fluírem naturalmente, de simplesmente transcender a um nível mais iluminado. Porque nesses lugares obscuros e tóxicos muitas vezes não encontramos os equipamentos adequados à nossa segurança emocional, por isso mesmo somos intolerantes ao próximo. Claro que há muitas “feras emocionais” soltas por aí, fazendo e acontecendo, dividindo o mesmo espaço, respirando o mesmo ar, vibrando no mesmo campo energético que a gente. E o pior, indo na contramão das nossas sensações. Talvez para não cairmos nessa armadilha do cotidiano, devamos nos atentar mais a nossa autoconsciência da pessoa que estamos nos tornando, daquilo que precisamos e quais os sentimentos bons que “guardamos” nos porões das nossas vidas. Isso nos fará reinventar a ordem rotineira dos maus hábitos intrínsecos em nós. Teremos um crescimento em atitudes e valores positivos, subverteremos a ordem do que é rotineiro e banal. Tem muita coisa que ocorre nas beiradas do nosso viver, mas que deixamos de notar, simplesmente ignoramos o que é belo de verdade e virtuoso por ser bom. É que as aflições e conflitos tomam muito espaço, estamos sempre combatendo, reagindo, armando uma guerra na nossa mente, porque o ambiente nos faz ser assim. Para que não morramos antes da hora, para tanto, devemos expandir as fronteiras da nossa consciência, colocando o bom senso à frente, deixando nossa percepção ser naturalmente seletiva quanto àquilo de bom que ocorre nas periferias da nossa estrada, no que ainda comove o nosso existir. Assim como precisamos aprender a vigiar os pensamentos ruins que surgem na nossa cabeça. Ficar na tocaia, devemos atacar quando eles surgirem, agindo para entendê-los, enfrentá-los e expurgá-los da nossa mente. Mais que buscar o “embate pessoal”, isso causará crescimento e maturidade, pois entender-se e debater-se sobre os maus sintomas que nos chegam é uma forma de expandir o horizonte, é colocar-se em outro patamar da existência. Mais leve certamente. É ir nas próprias profundezas, é tentar expressar a voz da alma, a saudade que habita o coração. Para aprofundar e ser profundo precisamos dos momentos de introspecção e um bom papo conosco. Neste mergulho devemos acender nossa luz própria para enxergarmos nossa beleza e verdade que nos acolherão como seres humanos e nos apresentarão a nós mesmos. Desta forma, adoecer nos ambientes por onde passamos será mais difícil, ficar exposto às feras será impossível e quem sabe até consigamos melhorar a qualidade do lugar que estamos. O clima não pesará tanto, a energia poderá movimentar-se intensamente e de maneira consciente, como tem que ser. Com um gostinho de coragem, com aquele sorriso no canto da boca, com aquela sensação de dever cumprido. Quem sabe até consigamos mudar a forma dos outros enxergarem a vida e o lugar em que estão inseridos, e assim, tornaremos o mundo ao nosso redor mais aprazível de estar.

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