É um equívoco achar que as pessoas agem e pensam na mesma sintonia que a gente. É um erro pensar que a vibração delas pode estar no mesmo diapasão que o da gente. Por isso mesmo a gente ainda se decepciona muito. Mesmo que libertos das sombras e das piores mazelas das pessoas, a gente ainda é refém dos desejos da gente. É como se o que a gente sentisse no mais íntimo e profundo da sexualidade fosse suficiente para convencer os outros de que “vai rolar”. Não é assim que funciona. Nunca foi. É que a gente se acostumou a desejar, sonhar, querer e nos poucos momentos em que o universo conspirou a favor, “nossa”! Mas achar que isso sempre vai ser assim é o maior equívoco. As energias se movimentam, as vidas se tornam dinâmicas. É “lato sensu”. É muito mais amplo que o mundo em que a gente se acomodou a ficar. Por isso, só desejar e querer é muito pouco, ainda mais se no álbum de figurinhas da gente têm caído figurinha repetida. E o pior, com comportamento repetido. Então, no “stricto sensu”, a gente percebe que é um equívoco dar um “reset” em um jogo que não vai ter outro final. E nem é questão de soprar a fita e voltar para o jogo. É mais simples: passa pelo esquecimento completo. Já deu o que tinha que dar, já ensinou as lições que deveria ensinar, já levou o sorriso que queria levar... Agora é desejar e sonhar com outras intimidades, com um novo olhar, sob uma nova sensação de apenas querer “gozar a vida”.

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