É quando tudo se torna mínimo diante dos nossos olhos; é quando nenhum outro sentimento é capaz de preencher esta lacuna posta pela vida; é quando a realidade dura da perda transforma nosso modo de olhar e sentir o mundo.

É difícil de aceitar e entender, mas Deus dentro do seu plano perfeito vai fazendo sua chamada divina e recrutando para estar ao seu lado pessoas que no plano físico eram a base, a essência, o ser especial, carinhoso, tudo que causava o bem e dava suporte para podermos levar a vida com convicção e correção.

A dor é enorme, mas aos poucos as coisas vão voltando ao seu “estado natural”, a vida vai voltando a ser levada como deve e precisa ser, e nós vamos transformando essa angústia e tristeza, essa dor imensa vai sendo transformada em saudade. A ausência que será tão sentida vai nos iluminar para podermos ter coragem de abrir o coração e a nossa alma para que a luz volte a entrar outra vez.

Tudo de bom que ficou na memória deve então ser conduzido como algo único e especial, que tem que ser preservado, mas em um lugar mágico da gente. A saudade é um processo de ressureição em nós. É fazer viver na alma aqueles que causaram vida em nós. Movimentaram nossa alma, fizeram pulsar nosso coração.

E esse ressurgimento de luz em nós é a forma mais linda de homenagear quem partiu e foi chamado por Deus. É dar a chance que nosso coração não pare no tempo triste da perda e siga na estrada reconfortante da saudade.  

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