Os limites da Conceitualizacão Científica em Ciências da Natureza e Ciências do Espirito.

Rickert filósofo neokantiano, influenciou profundamente Max Webber, posteriormente, Wilhelm Dilthey, na diferenciação do conceito em que as ciências da natureza e ciências sociais têm metodologias completamente diferentes.

Não sendo possível aplicação do positivismo como método usado nas ciências naturais às ciências do espírito, devido à natureza específica dos campos distintos.

Rickert desenvolve uma reflexão indispensável para formulação de qualquer disciplina, a natureza da reflexão metodológica.

Com efeito, em referência a toda análise a respeito das ciências do espírito, é por natureza infinita, prende-se aos aspectos culturais do tempo histórico.

Portanto, como compreender um objeto fenomenológico, cuja compreensão é por natureza infinita, motivo pelo qual não se chega à objetividade, a não serem pela explicação, as ciências da natureza.

Sendo assim, é impossível o conhecimento total nas ciências do espírito, o que é diferente com as ciências da natureza, pela razão de trabalhar com dados finitos, sendo o objeto de pesquisa limitado ao campo objetivo.

Com efeito, a transferência positivista de uma ciência a outra, caso determinado pelas ciências da natureza as sociais, simplesmente um erro epistemológico, percepção sentida em parte por Webber, totalmente por Dilthey.

Com efeito, qualquer fenômeno social sua figuração além de cultural, desse modo, a mistura mimética entre sujeito e objeto, sendo assim, o sujeito é parte alienada do objeto, e qualquer análise dialeticamente está contaminada.

Como a cultura é complexa a diversas variáveis aos fatos, a fenomenologia na análise é inconclusiva, a não ser em sua perspectiva ideológica.

Não há dessa forma, a compreensão da totalidade dos fatos, impossibilidade a objetividade na fenomenologia, é natural ser subjetiva qualquer compreensão da interpretação, conclusão posterior dada por Dilthey.

Rickert desenvolve o seguinte raciocínio fenomenologicamente, qualquer realidade cultural como fato para compreensão analítica, é fundamental trabalhar os dados finitos com a infinidade da realidade cultural produtora do referido.

Tal procedimento é incompreensível em suas totalidades, como método da representação, na utilização da epistemologia como instrumento interpretativo.

Rickert encontra como saída, o método nomotético, as ciências naturais, nomos em grego significa leis, como fundamento o estudo das leis.

Sendo desse modo, exemplo a composição da água, ao estudar pequena quantificação da mesma, compreende toda água do oceano, o que não pode ser efetivado nas ciências do espírito por meio do mesmo procedimento.

A grande questão, quando vamos estudar os fenômenos do espírito, o uso do método ideográfico, o estudo de cada fato em particular, pois os fatos fenomenológicos não são iguais.

A primeira questão a seleção dos fatos por ordem de importância, esse critério é essencialmente ideológico, entretanto, não existe outro caminho.

Porém, escolhido, a compreensão é infinita, independente da epistemologia usada como método da interpretação.

 Portanto, desse modo, todo entendimento tem essencialidade subjetiva, o espirito crítico só seria possível pela dialética da complexidade em sua relatividade.

Os valores são ideológicos, subjetivos e parciais, motivo de Bachelard entender o conhecimento como aproximação.

 Einstein relativo, Heisenberg incerto, Foucault a não existência absoluta do sujeito da cognição, Ponty a representação como significação não total.  

A importância de o filósofo Rickert desenvolver  a crítica do método positivista, sua natureza ilegítima como transferência das ciências da natureza as ciências sociais.

Motivo de Webber ser um positivista parcial e reconhecer a ideologia como critério de escolha do fato fenomenológico.

Por outro lado, demonstra que não existem ciências sociais puras, desse modo, são históricas e culturais o que é denominado por ciências do espírito.

Significando, por exemplo, que não há na fenomenologia uma ciência que seja ideológica e outra não, desse modo à história é ideológica, do mesmo modo o direito, a psicanalise, etc.

Conforme a epistemologia como método aplicado, o marxismo não é mais ideológico que o neoliberalismo ou qualquer outra metodologia aplicada analiticamente.  

Professor: Edjar Dias de Vasconcelos.

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