O TECNOMELODY E SUA SIMETRIA COM O FUNK: UMA ANÁLISE SOBRE O PROCESSO DE FUSÃO DOS RITMOS NA ATUALIDADE.

 

Roberto Vitor Oliveira Rodrigues¹

Carlos Allan Madureira Cruz²

Antônio Cleison de Souza Costa³

No atual cenário da globalização as várias culturas dos diversos lugares do mundo caminham para rumos semelhantes, ou seja, para uma possível hegemonia. Onde essa hegemonia, parte à princípio, do imperialismo norte-americano, e em tal situação a cultura norte-americana impõe-se sobre as demais culturas do mundo. Tendo em vista isso, surgem ritmos musicais brasileiros como o “funk” e o “tecnomelody”, onde esses ritmos recebem grande influência da cultura musical norte-americana, e no âmbito nacional, um ritmo acaba influenciando o outro, como é o caso do “funk” que exerce influência sobre o “tecnomelody”. Onde, em tal situação observa-se que a produção musical paraense, em especial, a do ritmo “tecnomelody” segue por caminhos onde ocorre a fusão de elementos presentes no “funk”, e consequentemente acabem sendo incorporados pelo “tecnomelody”.

Objetiva-se com esse trabalho analisar os caminhos de (re) invenção e (re) significação tomados pelos atores dessa forma de cultura; fazendo isso através da metodologia da pesquisa bibliográfica, da pesquisa qualitativa, além da analise empírica, nos anos de 2014 a 2016 nas festas de aparelhagens e festas bregas na capital paraense. O que pôde-se constatar nessa pesquisa, assim como nas contribuições de COSTA (2009); o que mais se vale destacar, é que os atores que constituintes tal ritmo musical criam certa identidade (Corrêa apud Claval, 1999) com tais ritmos ocorre devido à negação de outras culturas (nacionais ou internacionais), e também como forma de afirmação da origem de bairros periféricos de onde vêm os indivíduos que apreciam tais ritmos, seja por parte da população periférica ou por parte de outras instituições; outro aspecto que pôde-se observar nessa pesquisa é a perda de valores culturais (Adorno, 2002), que pode ser observado nas “letras” das músicas dos ritmos em questão. Então a partir dessas constatações pôde-se entender que o “tecnomelody”, assim como o “funk”, seguem um caminho mercadológico, onde a produção destes ritmos acaba sendo enaltecida pela apologia sexista, e tais ritmos terminam sendo vistos de “mal gosto” pela sociedade como um todo, podendo ser observado então, uma inversão de valores, ou a permuta de “bons valores” pela de “maus valores”.

 

Palavras-chave: Tecnomelody; Funk; Influência; Cultura.

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