E as atitudes que temos visto no STF, mostram o quanto a sociedade brasileira é desmerecida pelos Ministros que são custeados pelo povo. O compromisso deles não é aplicar a lei, nem demonstrar nas suas decisões alguma imparcialidade e igualdade.

Vagner Mancini é treinador de futebol, atualmente dirige o Vitória da Bahia. Disputando a Série A do campeonato brasileiro de futebol, no último dia 19/08/2017 o seu time venceu fora de casa o líder do campeonato, Corinthians de São Paulo. Este time aliás, que perdeu apenas 3 jogos este ano, sendo que estava até então, invicto no campeonato. O que tornou o feito do time baiano ainda mais relevante. Após o jogo, um repórter de São Paulo, fez alguns questionamentos ao treinador de forma parcial e desmerecedora ao time vencedor, o que irritou o treinador que ao final da entrevista pediu respeito aos times de fora daquele Estado e “apenas lembrou” o repórter que ser imparcial é premissa básica de todo profissional que se diz jornalista e que “o Brasil é muito grande” para tentar impor ideias como se o restante do país fosse quintal ou colônia de São Paulo.

Gilmar Mendes é Ministro do Supremo Tribunal Federal, ingressou no STF em 2002 por indicação do então Presidente FHC. Ele é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral. No último dia 19/08/2017 mandou soltar o empresário Jacob Barata Filho que foi preso em um dos desdobramentos da Operação Ponto Final no Rio de Janeiro. Este é suspeito de envolvimento em um esquema de propinas que giram em torno de R$.260 milhões entre empresas de transportes do RJ e grupos políticos. Ocorre que o Ministro e sua esposa foram um dos casais que “apadrinharam” a filha do empresário, o que no mínimo deveria ser constrangedor a ele, portanto, deveria recusar o julgamento deste caso, pois todas as suas ações seriam consideradas suspeitas pelo nítido vínculo afetivo e de intimidade com o preso. Mas ele afirma do alto de sua “ilibada conduta” que isso não tem problema. Esse mesmo empresário fugitivo, que foi preso tentando sair do país no aeroporto do RJ, com provas fundamentais para a investigação, já patrocinou um congresso do instituto que pertence ao Ministro, através da Confederação Nacional de Transportes. Uma relação que vem de tempo e que torna as decisões do magistrado ainda mais suspeitas.

Voltando ao futebol e deixando de lado as questões futebolísticas, de torcedores fanáticos que se cegam ao assunto, ainda mais quando tocam no nome do seu time e não conseguem racionalizar a questão, é preciso compreender que a atitude do Vagner Mancini está em conformidade com tudo que pensamos e queremos para o Brasil: igualdade e imparcialidade.

Aquele repórter que tentou desmerecer uma heroica vitória do time do Vitória-BA, é apenas uma partícula minúscula que representa e é fruto desse meio. Ele é vítima? Claro que não! O repórter deve sim rever seus conceitos como sugeriu o treinador Vagner Mancini, pois se ele em uma hipótese não tão absurda se candidatar e se eleger a algum cargo político, provavelmente vai tratar as questões políticas com a mesma falta de senso crítico e ética profissional (porque um jornalista que fala com desigualdade está faltando com o juramento que fez à sua classe).

O que Vagner Mancini fez naquela entrevista, e com aquele repórter, foi mostrar que as análises das coisas devem ser feitas de maneira geral e integrada, sem pender para um dos lados, sem tentar emitir a opinião própria por afinidade ou paixão clubista, ainda que esse repórter seja de fato corintiano e não consiga se conter, que tem com seu time uma relação a ponto de não saber separar o jornalista do torcedor, coisa aliás que nenhum comentarista de futebol consegue fazer. Isso é raiz, está fincado na memória do brasileiro, é cultural, por isso apenas com uma nova forma de educar as novas gerações é que conseguiremos alterar esse quadro crônico.

E as atitudes que temos visto no STF, mostram o quanto a sociedade brasileira é desmerecida pelos Ministros que são custeados pelo povo. O compromisso deles não é aplicar a lei, nem demonstrar nas suas decisões alguma imparcialidade e igualdade.

Infelizmente, é o que o Ministro Gilmar Mendes não consegue, porque os juízes daquele tribunal estão lá por indicação política, logo, primeiro pensam em retribuir a “grandiosa e compensatória carreira” com pequenos favores disfarçados de decisões pra lá de polêmicas em processos de interesse público. Basta lembrar a situação caótica pela qual passam os moradores e servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro (que representam a atual condição do restante do país).

Cada cidadão morto, hoje, é vítima desse sistema corrompido por essas milícias que são os grupos políticos, infestadas de “narco-políticos” que se instalaram no poder público e dele tiram proveito para si, para suas famílias e para seus assessores que não tem função nenhuma para a sociedade, que é quem os banca.

Legislativo, Executivo e Judiciário, são todos culpados pela morte de cada policial que saiu para trabalhar e não voltou para casa (até aqueles que foram executados nas suas folgas, apenas porque eram policiais), são coniventes com os crimes de tráfico, saques a caminhões, assaltos, assassinatos de civis e tantos outros. As pessoas que morrem nos hospitais por falta de remédio e estrutura estão sendo mortas pelo Estado brasileiro e tem como maior arma do crime contra si as “canetadas” que arrumam um jeitinho para tudo e todos dessa estrutura corrupta e nociva que é o Estado brasileiro.

O quadro do país nesse momento é de impunidade e injustiça. As leis discutidas em Brasília por deputados e senadores são apenas para benefício próprio. Eles legislam em causa própria. Julgam em benefício dos seus e esquecem porquê estão lá. Qual a motivação e vocação deles.

Enquanto isso, as notícias e leis que deveriam dizer respeito à realidade dos brasileiros vão sendo engavetadas, mas logo aparecerão, já que o ano de eleição está próximo. Com aqueles discursos batidos e carregados de demagogia e hipocrisia, eles virão até o povo com aquelas caras lavadas, como se olhassem e pensassem diariamente na população, e esta vai, para outro lado, virando às costas para o “blá blá blá” deles, porque já não acredita em nada que venha desses “narco-políticos”.

Quem dera, e tomara que seja assim... Porque os brasileiros não aguentam mais tantos “Gilmar Mendes” no poder, precisamos urgentemente de mais “Vagner Mancini” fazendo algo por esse país que está nas mãos dos políticos, pois tomaram o  Brasil de assalto, não com fuzil, mas com canetas, o armamento mais perigoso vive na mão deles e que eles usam a hora que querem sempre em benefício próprio prejudicando e fazendo o povo agonizar.

Johney Laudelino da Silva – Cientista Contábil, MBA em Gerência Contábil pelo IBPEX é Business Expert Especialista na Solução Contábil/Fiscal e de Gestão Tributária GUEPARDO da empresa FH em Curitiba-Pr desde Julho 2013.

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