Como faz bem quando encontramos ressonância ao confiarmos as nossas angústias, medos, receios, até as nossas questões mais essenciais e íntimas. Quando achamos alguém na vida que nos ouve com entrega total, que está ali de corpo, alma, coração, por inteiro, afagando e acolhendo a gente. Faz bem e reverbera nas ações, nos gestos, na reação diante de todos os fatos da vida.

É bonito pensar que a gente pode a todo instante estar esbarrando nas nossas limitações, mas ao mesmo tempo está encontrando pessoas que despretensiosamente nos ajudam a compreender e a superar algumas barreiras peculiares das nossas vidas. Um encontro de almas é isso, passa por essas casualidades diárias. A confiança vem com o tempo, assim como as afinidades e tudo mais que produz sensações agradáveis e que repercutem no coração. A atenção não precisa ser implorada quando há entrega plena.

O afeto e o entendimento passam a ser naturais e recíprocos. Há quem, ainda, prefira ficar à mercê, literalmente à margem desta redoma de amor e carinho, desejo e sonho, de esperança e felicidade. Não por culpa, mas porque as luzes pelo caminho foram se apagando e juntos foi tornando os quartos escuros em lugares comuns da vida. E o que era para ser exceção acabou se tornando regra.

Por isso, liberar todo sofrimento e todas as decepções da vida para reiniciar a partir dessa entrega incondicional, acreditar nisso, voltar a acreditar em alguém é tarefa difícil, mas que a partir desses encontros já não dá para dizer que é algo impossível de acontecer.

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