Há momentos que não estamos muito dispostos a nos dispor aos outros. Os olhares se mostram sem muita profundidade, a “vontade” sem muito entusiasmo. Parece que nosso coração está encolhido dentro do peito. A sensação é que temos empilhado e enumerado diversos questionamentos e ressalvas por onde andamos. São instantes e períodos pelos quais passamos que nos fazem voltar às raízes. Entretanto, sem aquele medo de mudar, afinal não é um cativeiro. É nessa hora que nós precisamos tentar novos caminhos, cortar velhos hábitos e vínculos desnecessários, podar sentimentos nocivos ao nosso bem-estar, deixar crescer novas oportunidades, pintar com outras tintas nossos dias e dar novas cores à nossa vida. E para colocar esse novo pano de fundo ao nosso protagonismo, devemos de uma vez por todas esquecer as pessoas que nos perdem e passar a valorizar mais aqueles que nos encontram. Saudade é sentimento inútil se nós não valorizamos adequadamente aquela pessoa que esteve na nossa vida. Esses olhares que nos encontram (alguns simplesmente nos reencontram) e conseguem nos tranquilizar o tempo todo nos dizendo que “vai ficar tudo bem”. Algumas pessoas são assim, têm um dom especial de fazer a energia fluir. É troca de energia puramente viva. É como se iluminassem o ambiente em que chegam, deixando todo mundo bem à vontade, espalhando sorrisos e vibrações boas, doces e de uma leveza surpreendente. É como se nós percebêssemos esse sentimento já ao pensar nestas pessoas, é incrível e intenso. Sem dúvida é o poder Divino nos permitindo acordar no momento em que alguém especial nos encontra. Olhares de predileção e luz derramada no chão da nossa dor. É como um aviso ou um sinal, discreto, que nos chegam justamente para percebermos que devemos fazer uns ajustes finos nas nossas convicções, que devemos olhar mais para nossos sentidos, tocar mais nossas sensações, ouvir mais as vozes que nos falam ao coração.

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