Não é fácil às vezes ter que dar conta de todas as nossas demandas emocionais, não é mesmo!? Em alguns capítulos da nossa história temos que passar por essas turbulências para amadurecer e crescer. Mas tentar controlar as coisas, e muitas delas que mal cabem na gente não tem sido tarefa tranquila. Por isso é necessário colocar em caixinhas separadas: as nossas demandas e aquilo que é dos outros. Porque atender a demanda emocional de outra pessoa pode até ser bom no começo, mas pode levar a uma autodestruição. É como se deixássemos ser levados por uma chantagem emocional, ainda que “imperceptível”. Isso é auto-anulação, viver em função dos desejos dos outros.  É como se tornasse em um “autômato viciado em sofrimento”. É a busca por um reconhecimento que jamais virá. É a tentativa inútil e frustrada controlar o que não nos cabe. Queremos muito pertencer àquilo, mas não nos sentimos pertencentes. Isso pode ocorrer porque nós colocamos muitas expectativas nas pessoas. Fazemos dos outros os símbolos dos nossos “quereres”. Confundimos e acabamos transferindo para outra pessoa tudo que criamos e desejamos, esquecendo que isso apenas devia nos pertencer... E se damos ao outro esse poder, o de ser a personificação do nosso sonho, automaticamente nos perdemos de nós, porque deixamos de olhar para dentro e passamos a olhar para quem “nos tomou” e nos transformou. Infelizmente deixamos de ser nós mesmos, autênticos e autônomos. Viramos “autômatos” de uma miragem que nos acompanha diariamente. É necessário fazer essa ruptura, criar essa diferenciação e despersonalizar os sentimentos. Aprender que os sentimentos são os meios para acolhimento e compreensão das pessoas. O universo nos viabiliza a todo instante para que essas coisas agradáveis e boas sensações se manifestem na nossa vida, basta deixarmos o plano linear, basta darmos “um giro” ao nosso redor que perceberemos que há uma imensidão de novos horizontes escondidos em cantos especiais e ainda não explorados do nosso coração.

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