O tempo tem muitas coisas a nos revelar, sobre nós e sobre nossos sentimentos. O problema é que não temos tido muita paciência com ele, por isso, constantemente corremos o risco de ficarmos nos entretendo com aquilo que a gente quis que ele nos desse. Será a colheita apressada de algo que devia ser plantado com mais cuidado. Mas sempre é hora de mudar e tentar plantar sementes diferentes. Talvez o hoje seja apenas um pálido reflexo das maravilhas que nos aguardam na vida. Por pior que seja a fase, por mais desastrosos que possam parecer nossas ações, a vida não se acaba nos nossos erros. Nós não nos tornamos nos nossos próprios erros. Ainda há uma promessa fortíssima e maravilhosa que chamamos de “beleza da vida”. Nas entrelinhas dos acontecimentos e encontros podemos ler palavras e gestos, olhares e sentimentos. Adoção e sedução. É a adoção divina pousando sobre nossas cabeças, é a sedução da felicidade cativando o coração. Ainda há muito o que “cavucar” dentro de nós. Muita coisa a ser formada, muitas questões deformadas a serem refeitas. É a chance de se desfazer com mais facilidade e menos drama dos nossos “apegos” emocionais e materiais. Olhar para nós e para os “problemas” com mais leveza, sem precisar engatilhar as armas das nossas emoções a todo instante. Porque depois dos desastres que vêm e não avisam, não adianta apenas se lamentar. Reconstruir é preciso. Quem sabe abraçar o silêncio possa significar algo. Aliás, “o abraço é o silêncio mais bonito a se produzir à dois”. Sim, quem sabe você encontre em algo ou alguém a cumplicidade necessária para restabelecer vínculos, renovar sentimentos, refazer destinos, redescobrir no acolhimento o carinho interminável para seguir de cabeça erguida e espinha ereta, sem curvar-se... E assim, possa reinventar a paciência nos teus pensamentos, transformando os teus gestos em sementes tratadas no terreno fértil do teu coração para um dia, quem sabe, poder florescer em solo sagrado na alma.

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