Período Romano (63 ? 5 AC)







Roma




Marco Antônio apoiou a causa de Hircano. Depois do assassinato de Júlio Cesar e da morte de Antípater (pai de Herodes), que por vinte anos fora o verdadeiro governante da Judéia, Antígono, o segundo filho de Aristóbulo, tentou apossar-se do trono. Por algum tempo chegou a reinar em Jerusalém, mas Herodes, filho de Antípater, regressou de Roma e tornou-se rei dos judeus com apoio de Roma. Seu casamento com Mariamne, neta de Hircano, ofereceu um elo com os governantes Macabeus.




Herodes foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos. Assassinou o venerável Hircano (31 a.C.) e mandou matar sua própria esposa Mariamne e seus dois filhos. No seu leito de morte, ordenou a execução de Antípater, seu filho com outra esposa. Nas Escrituras, Herodes é conhecido como o rei que ordenou a morte dos meninos em Belém por temer o Rival que nascera para ser Rei dos Judeus.




O General Pompeu subjuga a Palestina (63AC) e o período do Novo Testamento fica sob o domínio do Império Romano.




Imperadores ligados às narrações do Novo Testamento: Augusto (27AC-14DC), sob quem ocorreram o nascimento de Cristo, o recenseamento e os primórdios do culto ao Imperador. Tibério (14-37DC), ministério e morte de Jesus. Calígula (37-41DC) exigiu que lhe prestassem culto e ordenou que sua estátua fosse colocada no templo de Jerusalém, mas veio a falecer antes que sua ordem fosse cumprida. Cláudio (41-54DC), expulsou de Roma os residentes judeus por distúrbios civis, entre os quais estavam Áquila e Priscila. Nero (54-68DC) perseguiu os cristãos, embora provavelmente nas cercanias de Roma, e sob quem Pedro e Paulo foram martirizados. Vespasiano (69-79DC), ainda general romano começou a esmagar uma revolta dos judeus, tornou-se imperador e deixou o restante da tarefa ao seu filho Tito, numa campanha que atingiu o seu clímax com a destruição de Jerusalém e seu templo, em 70DC. Domiciano (81-96DC), cuja perseguição contra a Igreja provavelmente serviu de pano-de-fundo para a escrita o Apocalipse, como encorajamento para os cristãos oprimidos.










Herodes, o Grande




Os romanos permitiam a existência de governantes nativos vassalos de Roma, na Palestina. Um deles foi Herodes o Grande, que governou o país sob os romanos de 37-4AC. O senado aprovou o oficio real de Herodes, mas ele foi forçado a obter o controle da Palestina mediante o poder das armas.




1. A Dinastia de Herodes




a. Arquelau tornou-se etnarca da Judéia , Samária e Idumeia




b. Herodes Filipe, tetrarca da Itúreia, Traconites, Gaulanites, Auranites e Bataneia




c. Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia e Pereia




d. Herodes Agripa I, neto de Herodes o Grande, executou Tiago e também encarcerou Pedro




e. Herodes Agripa II, bisneto de Herodes o Grande, ouviu Paulo em sua autodefesa




Antecedentes na vida de Herodes: mostrou grande zelo no seu governo, erradicando os bandidos que tinham infiltrado a Galiléia. Os primeiros 12 anos (37-25AC) foram gastos na luta pelo poder. Os segundos doze anos (25-13AC) foram os seus melhores anos. Os últimos nove anos (13-4AC) se caracterizaram pela crueldade e amargura.




Os sucessos de Herodes: usou de muito mais tato na sua tentativa de helenizar os judeus, que Antíoco Epifanio. Com espetáculos, jogos, etc. ganhou a lealdade dos jovens que se tornaram herodianos. Aumentou a fortaleza de Jerusalém denominada "Antonia"(At:21:34). Edificou a Cesaréia (At:10:1); 23:23-24). Reconstruiu o templo de Zorobabel, cuidando de não ofender os judeus. Começou em 20AC. completando o santuário em 18 meses e o templo todo só em 64 DC) (Cf.Jo:2:20)
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